A DUM completa no final de julho oito anos de atividade. Para celebrar o momento, cervejaria realiza no dia 21 de julho a oitava edição do tradicional DUM Day.

Serão 88 cervejas para celebrar estes os oito anos. O evento contará com mais de 11 Petroleums e dez rótulos colaborativos exclusivos para o dia.

Nascida no começo da difusão cervejeira no país e responsável pela criação da Petroleum, a cervejaria procura fazer do evento um reflexo de sua filosofia de trabalho, e busca inovar e agregar conhecimento e pessoas. 

Em entrevista para o MalteMoney, os sócios da DUM comentaram sobre a evolução do mercado de cervejas no Brasil e os desafios para inovar neste cenário dinâmico nacional.

Julio, Luiz e Murilo: Sócios da Dum

Julio Amorim, Luiz Felipe e Murilo Foltran: Sócios da Dum

Como vocês enxergam o mercado cervejeiro após estes oito anos?

É um mercado em constante evolução. A cada dia aparecem novas cervejarias, novos bares e novas lojas. O maior desafio é formar público novo. Não adianta brigarmos pelo mesmo 1%, temos que trazer os outros 99% para o nosso lado. É um trabalho de formiguinha que todos devem fazer.

A demanda do consumidor mudou com o crescimento da oferta de cervejas artesanais?

Com certeza, existe ainda o público iniciante que gosta dos estilos clássicos de entrada, mas já existe um público que deseja Sours, Imperial IPAs, Russian Imperial Stouts, dentre outros estilos diferentes dos
tradicionais.

DUM Day VI

Vocês estão desde o começo da difusão cervejeira no país. Existe diferença entre criar e comercializar cerveja em 2018 para o início em 2010?

A oferta de cervejas artesanais era menor, as importadas ainda estavam engatinhando. Oito anos depois, vemos as cervejas importadas irem e virem por conta do dólar e porque o público quer sempre algo novo. Já no âmbito nacional, estamos com uma oferta grande de boas cervejas, que infelizmente não conseguimos colocar todas no DUM DAY.

O DUM Day entrou na calendário cervejeiro nacional. Quais os desafios de organizar o evento? Como fidelizar e atrair o público?

O principal desafio é fazer uma festa agradável ao público. Se o público gosta, além de voltar, indica para amigos, organiza caravanas, enfim faz a festa crescer ainda mais.

Sempre temos o grande desafio de trazer muitas cervejas e fazer uma seleção que atinja boa parte do que a cerveja pode proporcionar, temos cervejas para iniciantes como para os que já conhecem bem esse mundo.

Poderiam falar sobre os rótulos presentes no evento?

Teremos 88 cervejas, sendo 10 delas colaborativas para a festa. Esse é um mote que adotamos no ano passado, aproveitar a festa para fazer cerveja com os amigos. Além disso, teremos 11 Petroleums, a volta da Karel IV, a estreia da Hussar (uma American Barley Wine), a 3 e Meio que fizemos com os maltes da Viking em parceria com a Granobrew.

Teremos também cervejas difíceis de encontrar em Curitiba como a MF do Grande Pito, a Dark Sour of the Moon da Raffe lá de Natal do Adriano Bozo (um amigo de festivais de cerveja caseira), Seasons, Tupiniquim, Dogma, Invicta, Narcose e até um resgate de um estilo perdido que é a Vinil Ostblock uma colaborativa entre a Vinil e a Smedgard ambas de Belo Horizonte.

Estas são algumas, mas temos muitas outras cervejas fora da curva no evento.

DUM Day 7

Embora o evento aconteça em Curitiba, vocês planejam facilitar a ida e experiência do público de São Paulo, como funcionará o pacote de viagem para o DUM Day?

Para o pessoal que vem de fora, cerca de 40% da festa, iremos fazer um pré e pós DUM DAY em alguns bares da cidade. Assim o pessoal aproveita para conhecer um pouco mais do que acontece em Curitiba.

A ideia dos pacotes foi justamente incentivar a vinda de pessoas de fora, pois o turismo cervejeiro é cada vez mais forte por aqui.

O DUM DAY costuma atrair pessoas de todo o país, vocês têm um estimativa participação de cidades e Estados para esta edição?

Cerca de 40% é de fora da cidade, 20% é de São Paulo, uns 8% é do Rio de Janeiro, Floripa também comparece em peso e várias outras também. O legal é que vem gente do Paraguai, Argentina, Uruguai e Chile também.