SP 330 lançará uma cerveja comemorativa para a data, uma Session IPA com grapefruit

Neste sábado, dia 20, o taproom da Cervejaria SP 330 completa um ano de existência. Conhecido como Point SP 330, o estabelecimento já faz parte do circuito cervejeiro de Ribeirão Preto (SP).

Em conversa com o MalteMoney, João Pedro, um dos sócios do taproom, detalha sobre o atual cenário de cervejas em Ribeirão Preto, além de avaliar estes últimos doze meses de funcionamento.

O empresário falou sobre os desafios de crescer na região e as estratégias que adotou para fortalecer o taproom e as cervejas da SP 330.

Com boas perspectivas para este ano, João estima um crescimento de 15% em vendas, motivado pela oportunidade de crescimento que existe no mercado de cervejas artesanais.

João Pedro, sócio do Point SP 330

Como está o mercado em Ribeirão Preto?

É um mercado que está em crescimento, há muito espaço para crescer neste ambiente. Mas acho que estamos em um patamar no qual é preciso pensar em estratégias para crescer, como ações de marketing.

Estamos chegando a sete cervejarias, acho que a região comporta este número, porém temos que atentar muito à qualidade de nosso produto.

Planejar aumentar sua produção demanda um mercado consumidor que faça com que nossos custos abaixem.  O valor de uma cerveja artesanal ainda é muito alto, porém, acredito que a região de Ribeirão Preto tem mercado para mais cervejarias.

Não podemos esquecer do polo cervejeiro, que reúne as cervejarias artesanais Ribeirão Preto para juntar forças e ganhar representatividade no setor. Um exemplo de conquista desta iniciativa foi o Simples Nacional, o polo foi atuante nesta luta para incluir as cervejarias nesta modalidade.

Qual o perfil do público que frequenta o taproom?

Nosso público é bem diversificado, temos pessoas que têm o primeiro contato com cerveja artesanal em nosso taproom. Como também temos a visita de um público mais exigente, que conhece sobre cervejas e gosta não somente de experimentar, mas saber um pouco sobre o processo de produção.

Estimo que mensalmente 5% de nosso público experimenta cerveja artesanal pela primeira vez em nosso taproom, um bom número se pensamos em crescimento de consumo na região.

Quais os desafios de crescer em Ribeirão Preto, uma cidade com forte cultura cervejeira?

Crescer dentro de Ribeirão é um desafio, visto o desenvolvimento deste segmento em nossa região. Quando abrimos o cenário para o Estado de São Paulo, o crescimento é mais vigoroso.

O comércio de cerveja artesanal no Brasil ainda é muito baixo, porém temos que nos atentar ao crescimento com qualidade. Não adianta aumentar produção para fortalecer as vendas. Precisamos de um crescimento contínuo e sustentável para manutenção da qualidade de nossas cervejas.

Torneiras do Point SP 330

O turismo cervejeiro da cidade tem fortalecido o consumo?

O Point já faz parte do roteiro turístico de Ribeirão Preto. Neste primeiro ano de funcionamento, atendemos visitantes de todas as partes de mundo.

Temos observado também que alguns grupos se organizam de forma particular para visitar as cervejarias de nossa cidade e estamos inclusos neste roteiro.

Ribeirão está voltando a ser um polo cervejeiro, como era antes com a presença da fábrica da Antarctica e a tradição do chope.

O taproom da SP 330 não é anexo à fábrica, isto é fator negativo?

O tap room dentro da fábrica não se tornou prático pela localização. (A cervejaria está localizada na Rodovia Anhanguera km 317).

Normalmente o custo é maior quando instalamos uma fábrica dentro da cidade. Trazer o taproom para onde está seu consumidor e manter a fábrica em um local onde a produção gere menor custo é uma boa estratégia para um crescimento constante.

Varanda do taproom da SP 330, localizado na Zona Sul de Ribeirão Preto

Como foi este primeiro ano de atividade?

Estes doze meses de atividade foram muito bons para nós. Vemos um crescimento exponencial da demanda de nossos produtos e fortalecimento de nossa marca.

No balanço também avaliamos pontos a melhorar. Acredito que precisamos desenvolver mais nossas atividades durante a semana, como nosso happy hour para atrair mais nossos cliente não somente nos fins de semana.

Pela época em que vivemos, com crise econômica e política, investimos em um setor que acreditamos e estamos colhendo resultados positivos.

Quais ações vocês planejam para comemorar a data?

No sábado teremos o lançamento de uma cerveja exclusiva para a data, a No More Tears, uma Session IPA com grapefruit, a nossa toranja.

Além disto teremos um almoço especial no local, conduzido por nosso mestre cervejeiro Sergio Limongi, que fará uma paella para os presentes e, claro, teremos muito rock acústico.

No More Tears - Session IPA com grapefruit da SP 330

Rótulo da cerveja comemorativa: No More Tears, uma Session IPA com grapefruit

Quais os desafios em conduzir um taproom?

Realmente é difícil falar em desafio quando se trabalha com o gosta. Mas posso citar que é essencial estar sempre de bom humor para que a experiência de seu cliente seja a melhor possível.

Outro ponto é ter certeza que seu produto é bom, diariamente recebo feedback sobre nossas cervejas, isto traz segurança sobre o que estamos ofertando ao nossos consumidores.

Conduzir um tap room gostando muito do produto que você vende torna muito mais fácil a venda deste.

É possível inovar neste setor? Como?

Precisamos estar atentos ao que está acontecendo no mercado. Quando temos algum estilo em destaque no mercado, tentamos trazer este para nossos clientes, a ideia é trazer o que o mercado pede.

O bar ou taproom precisa ter uma identidade. A nossa cervejaria é conduzida por um mestre cervejeiro argentino, muito influente no setor e tentamos dar a cara dele em nosso negócio.

Estamos atentos também a todas as novidades em serviço de bar, para trazer sempre que possível aos nossos clientes. Mas é preciso entender seu público antes de implantar qualquer novidade.

Vemos que aqui nosso cliente gosta de ser atendido na mesa ou balcão e conversar sobre cerveja conosco. Se implementássemos um serviço de retirada de chope automático, por exemplo, não agradaria nosso público.

Balcão do Point SP330

Quais os planos do Point para 2018?

Continuar fazendo diversas cervejas diferentes para o mercado. Apesar de sermos distribuidores e entregarmos para várias regiões. Nosso forte é a região de Ribeirão Preto e queremos continuar fortalecendo nossa presença aqui.

A ideia é fazer com que nosso bar seja conhecido por cervejas lupuladas e rock and roll (todas as cervejas da SP 300 possui a temática do Rock and Roll), esta é nossa identidade.

Podemos estimar crescimento para em 2018 para o Point?

Sim, analisando o ano passado e a expectativa de aumento no consumo, estimamos um crescimento de 15% de vendas.

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  • […] Os bons indicadores do primeiro taproom da cervejaria, o Point SP 330, podem ser um estímulo para quem pretende investir neste segmento. Em conversa com o MalteMoney no início do ano, um dos sócios do estabelecimento afirmou que espera para este ano crescimento de 15% em relação ao ano passado. […]